Não fui eu, nem foi você.


Muitas pessoas que moram em Brasília estão ainda horrorizados pelo que aconteceu com a Letícia, uma pessoa que desapareceu a caminho do serviço e que dias depois foi encontrada morta.
Eu, como muitos, não a conhecia, mas fiquei estarrecida com a triste história dessa mulher que teve sua vida tirada por um homicida. Mais assustada ainda com a quantidade de casos que apareceram posteriormente vinculadas ao mesmo acusado.
Infelizmente, a Letícia não é um caso raro em diversos noticiários.
Todos os dias são registrados casos envolvendo violência contra mulheres: violência doméstica, relações abusivas, assassinatos, estupros, assédio moral. Uma lamentável realidade que é demonstrada por mais lamentáveis ainda estatísticas.
Um alerta que "grita": na última semana foi registrado o 20º caso de feminicídio no DF.
Até quando o sentimento de posse e a depreciação do sexo feminino, características de um comportamento machista - arcaico e inexplicável, especialmente em tempos que buscamos a prevalência do respeito ao ser humano, vão existir em nosso meio.
É essencial falarmos de respeito, igualdade, fraternidade com os filhos, parentes, colegas, com todos - educação com base no amor é primordial para as crianças e adolescentes. É dever de cada um contribuir para um mundo mais "sensato" em que o respeito ao ser humano (estou repetindo de propósito!) deve ser a base para qualquer tipo de comportamento.
Aliás, qualquer um de nós (independente do gênero) pode ser vítima em uma sociedade onde as pessoas esquecem de valorizar o que há de mais essencial nos seres humanos: a vida.
O fato é que características machistas ainda existem, sim, em nossa sociedade e casos de violência não estão distantes de nós. Infelizmente, casos como os de Vanilmas, Jacquelines, Marias, Elianes, Isabellas, Divas, Letícias, Lílians, estão entre nós. E pode estar ao seu lado!
O que é inadmissível é se calar diante de qualquer tipo de opressão. É necessário romper o ciclo de violência não só no DF, como em todos os lugares.

Não fui eu quem entrei em um carro para ir ao trabalho e fui morta. Não foi minha filha. Pode não ter sido sua mãe, sua tia, sua irmã, sua esposa, sua colega de trabalho... Mas, qualquer uma de nós poderia ser a vítima.

A pergunta que não quer calar é: até quando?
O pedido que fica é: pare de nos matar

#combateaofeminicido #respeito #educacao

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